Em tempos de conscientização ambiental, quem representa - ou pretende representar - a sociedade mostra já na campanha que não é exatamente exemplo a ser seguido.Ao contrário do que sempre faço, nos 20 dias anteriores à eleição de hoje eu aceitei todos os folhetos que me entregaram na rua. Somados aos que recebi na caixa de correspondência, aí está o resultado.
Uma montanha de papel, que quase não coube no chão do meu quarto. Nenhum panfleto feito de papel reciclado, diga-se de passagem. E em mais uma passagem, diga-se que todos esses panfletos foram entregues a alguém que já tem seus candidatos definidos há um bom tempo.
Na verdade, todas as formas de campanha eleitoral deveriam ser revistas. Toda essa campanha foi uma palhaçada.
- Programas de TV super produzidos, com teatrinhos toscos e recursos os mais idiotas e idiotizantes. -> Deveria haver uma padronização: a cada dia, um tema, sobre o qual o candidato e o vice, falando para a câmera, exporiam suas propostas. Um dia para mostrar o que os eleitores acham do candidato, outro para os aliados falarem, e deu pra bola.
- Diferença de tempo de TV e rádio que inviabiliza campanhas de partidos menores, criando uma distorção absurda no dito objetivo democrático das eleições.
- Essa farra da matança de árvores, que, além dos próprios assassínios arbóreos em si, cria as mesmas distorções do tempo de propaganda, pois favorece as candidaturas que têm mais dinheiro. -> Poderia ter um número máximo de santinhos e afins para cada candidatura distribuir, e a obrigatoriedade de usar papel reciclado e orientar os eleitores, nos santinhos, a reciclar aquele papel.
- A maldita barulheira infernal que toma conta das ruas a todas as horas.
E por aí vai. Revisão da lei eleitoral JÁ!
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5 comentários:
Concordo com a padronização das campanhas de rádio e TV, determinando assuntos mais ou menos fixos e distribuindo de modo mais igualitário os espaços de cada partido ou coligação. Seria uma medida necessária para pelo menos criar a chance de uma sociedade mais politizada - mas é claro que, ao menos tão cedo, não rola nem a pau. Mesmo sendo pouco justo e mantendo o status quo (e provavelmente por isso mesmo), o modelo "mais-cargos-eletivos-igual-a-mais-tempo-de-horário-político" vai ser a lei por muito tempo.
E veja a papelama toda pelo lado positivo. Pelo menos os que forem brancos na parte de trás podem virar ótimos papéis para bilhetinhos... XD
os tênis no canto superior direito de cada foto deram um toque legal
bela noção de composição
parabéns
e eu acho que deveria ser proibido entregar qualquer tipo de folheto na rua
puta coisa chata e que só serve pra gastar papel, sujar os chãos e encher as lixeiras
Aqui em casa, acho que por ser mais perto do centro, a papelada foi bem maior. Chegou um momento que eu abria a caixinha de correio, pegava o jornal e deixava o resto lá, para pegar tudo só na hora de descer o lixo reciclável.
Essa questão do horário horarial proporcional é uma puta distorção. Acho que padronizar a forma de campanha talvez seja um exagero, mas dar a todos o mesmo tempo é o mínimo que se pode fazer em um Estado democrático.
eu não sei se concordo com essa coisa de dar um tema definido e tal. acho q isso tolhe os que querem fazer alguma coisa diferente, acho q vai ficar tudo ainda mais igual do que já é hoje. e se não der tempo igual pra todos, não tem como, pq daí os menores têm q eleger prioridades.
mas quanto a isso do tempo, concordo inteiramente. tempo igual, independente de coligação, de partido, de nome, do q for. como diria a paula, horário horarial igual para todos já!
"horário horarial"?
nasce um novo clássico!
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