"Era uma da madrugada - hora em que geralmente a natureza está imersa no mais profundo e mais doce sono pré-matinal. Mas dessa vez a natureza não dormia e não se podia dizer que a noite era tranqüila. Gritavam codornas, perdizes, rouxinóis, chiavam grilos e cigarrinhas. Por sobre a erva pairava uma névoa leve, e no céu, ao largo da lua, nuvens corriam apressadas não se sabe para onde, sem olhar para trás. Não dormia a natureza, como se temesse perder dormindo os melhores momentos da sua vida."
Anton Tchekhov, Um homem extraordinário e outras histórias - Pavores
15 Novembro 2008
O sono da natureza
Delírio de
Alexandre Haubrich
às
2:18 AM
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